| Evitar o Scareware |
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| Escrito por Danilo Torres |
| Sexta, 27 Novembro 2009 11:44 |
1 ScarewareScareware designa a família de software, na sua maior parte com propósitos ilícitos ou de utilidade duvidosa, disponíveis na Internet e que configuram soluções fraudulentas de segurança para o seu computador. Através de esquemas fraudulentos de e-mail ou de pop-ups web as vitimas de scareware são induzidas a protegerem-se contra pretensos ataques, ou convidadas a colmatar supostas vulnerabilidades de segurança no seu computador mediante a instalação de software especializado. As vítimas de scareware acabam por instalar no seu computador software malicioso mascarado de software benigno, compromentendo desta forma a segurança do seu computador. 2 Métodos de ataqueOs casos prevalecentes de scareware baseiam-se em malware que aparenta ser software anti-vírus. A vítima é convidada a descarregar o software da Internet e a executá-lo localmente para analisar o seu sistema informático, ou a executá-lo online através de um serviço na Web. O relatório produzido pela pretensa ferramenta anti-vírus reporta a presença de vírus no sistema da vítima, e, eventualmente, convida-a a comprar ou obter gratuitamente software adicional para reparar o sistema e prevenir novos incidentes. O Threatscape Report de Outubro de 2009, da FortiGuard Center, identifica o falso AntiVirus Pro 2010 como a fonte principal dos artifícios de scareware em 2009, e o igualmente falso AntiVirus XP 2008 como a fonte principal em 2008. Num artigo de Outubro de 2009, The Register descreve esquemas de scareware que a Panda Security detectou em mensagens de SPAM enviadas para contas pessoais do Skype. No caso vertente, as mensagens apresentavam a expressão “Online Notification” no campo que identifica o remetente. Este canal VoIP, refere o artigo, acresce a outras fontes bem conhecidas de malware ou de dados tratados maliciosamente no âmbito de esquemas de scareware - como motores de busca, anúncios online, mensagens de ferramentas peer-to-peer ou segmentos de páginas de sites Web. O malware assim disseminado, além de violar a (política de) segurança do sistema informático inicialmente comprometido, por vezes é controlado remotamente por um atacante que, a partir desse sistema, perpetra novos ataques contra sistemas informáticos de terceiros. 3 ImpactoMuitos inocentes são burlados, e/ou contribuem inconscientemente para vitimar outras pessoas, mediante esquemas de scareware concebidos para roubar dados sensíveis, realizar transacções ilegítimas ou perpetrar outras fraudes no ciberespaço. Um estudo da Symantec, divulgado a 19/10/2009, revela terem sido disseminadas no ciberespaço mais de 250 versões de software que, simulando operar como anti-vírus, teriam já vitimado mais de 40 milhões de utilizadores no período compreendido entre Julho de 2008 e Junho de 2009. O referido estudo revela ainda que, durante esses 12 meses, os 10 principais beneficiários de práticas de scareware difundidas a partir do site TrafficConverter.biz terão auferido um valor médio de $23,000 USD por semana. Os dados que a Panda Security revela sobre scareware são porventura ilustrativos da dimensão e do impacto actual desta prática de cibercrime. Segundo estes, em cada mês, o scareware tem rendido cerca de $34 milhões de USD e são infectados mais 35 milhões de computadores. O que sugere que o número de vítimas de scareware tende a aumentar exponencialmente. 4 Prevenção e mitigaçãoImporta proteger o sistema informático aquando da escolha, instalação e utilização de software, evitando que, por desconhecimento ou negligência, o sistema informático incorra em riscos escusados. As principais medidas incluem:
Perante uma evidência, ou suspeita, da prática de scareware, devem ser implementadas medidas para cessar a distribuição e utilização do software ou serviço em causa, alertar as potenciais vítimas do incidente e informar as entidades relevantes. As entidades competentes para tratar incidentes desta natureza são habitualmente os administradores de sistemas e segurança informática dos sistemas afectados ou as autoridades judiciárias. Os fornecedores de produtos ou serviços anti-malware e as equipas de resposta a incidentes também contribuem prestando serviços proactivos ou reactivos. 5 ReferênciasBBC News Fortinet Panda Security Symantec Report on Rogue Security Software The Register |
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